Livro mapeia drogas da Colônia até hoje
Drogas e a demanda dos homens por elas não são novidade, nem na história do homem nem na literatura. Agora, um panorama praticamente pioneiro sobre o assunto no Brasil chega às livrarias com o lançamento de Álcool e Drogas na História do Brasil (Alameda, 312 pp., R$ 40), coletânea de artigos organizada por Carneiro, professor do departamento de história da USP, e Renato Pinto Venâncio, da Universidade Federal de Ouro Preto. Carneiro conta como as drogas impulsionaram os Descobrimentos, as viagens de circunavegação, a exploração do açúcar e a escravidão moderna. E discute as mudanças pelas quais o termo “droga” passou a ter aqui, desde os primeiros relatos, como “Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas” (1711), do jesuíta André João Antonil, até hoje. Além de trazer temas variados, os textos que compõem a coletânea buscam tratar a droga como objeto histórico, sem minimizar os males que seu uso traz mas também sem ver o tema como tabu. “Há muita desinformação sobre a droga. É uma palavra carregada da noção de fantasma, o que influencia de forma negativa uma visão isenta de preconceito e voltada para soluções reais”, diz o autor.
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