Amazon: 10 anos antecipando o futuro do comércio eletrônico
Dez anos atrás, a Amazon.com fez sua estréia na internet quando seu CEO, Jeffrey Bezos, abriu um site que audaciosamente batizou como “A Maior Livraria da Terra”. A Amazon vendeu apenas meio milhão de dólares em livros nos primeiros meses, mas em breve estava demonstrando taxas de crescimento gritantes que impressionaram Wall Street. Mas a história mais familiar da Amazon na segunda metade da década de 90 era a do quanto ela torrava dinheiro. Em 1999, por exemplo, sua receita atingiu US$ 1,6 bilhão, mas o prejuízo foi de US$ 719 milhões. Então Bezos, como o herói do filme que salva o dia a poucos minutos do fim, promoveu uma reviravolta. Fechou alguns centros de distribuição e despediu um sétimo de sua força de trabalho. Em 2003, a Amazon finalmente deu lucro. Em 2000, analistas começaram a perguntar se Bezos era ainda a melhor pessoa para liderar a companhia. Ele desmentiu legiões de críticos que previram o declínio da Amazon. Pesquisas de satisfação mostram que a Amazon goza de uma reputação de ouro entre os seus mais de 49 milhões de clientes ativos, e, no ano passado, registrou US$ 588 milhões em lucro sobre US$ 6,9 bilhões em receita. Bezos prefere falar sobre o amanhã mais do que o ontem. Analistas, no entanto, querem falar sobre o hoje e discutir a desaceleração das vendas da Amazon em outros países, o crescimento dos seus custos e os US$ 55 milhões gastos nos primeiros três meses do ano em sua promoção de entregas grátis.
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