Alphagraphics retoma projeto de expansão no mercado brasileiro
No final da década de 90 o mercado gráfico nacional sofreu com as sucessivas crises no Brasil e no exterior. Várias empresas, principalmente as pequenas, fecharam suas portas. Para a Alphagraphics, braço brasileiro da inglesa AG Inc, a realidade não foi diferente. Entre 1998 e 2003, a rede teve quinze unidades fechadas. “Neste ínterim, tiramos o foco da expansão e apostamos no crescimento das franqueadas”, afirma Paulo Antunes, diretor da Alphagraphics no País. A estratégia deu certo. As cinco unidades remanescentes atingiram no ano passado o mesmo faturamento da rede há sete anos e estão entre as 30 melhores lojas do grupo. Na expansão a empresa aposta em dois formatos de negócios: a unidade tradicional (completa), capaz de produzir todos os serviços que vende; e a unidade digital, que oferece todos os serviços menos a impressão off-set (feita em outra unidade Alphagraphics). Ao todo, o mercado sul e sudeste – objetivo principal da Alphagraphics – pode absorver 45 lojas tradicionais e outras 45 digitais. Metade só em São Paulo. O investimento na franquia de uma unidade completa é de R$ 1,1 milhão; para as digitais, R$ 900 mil. Nestes valores estão incluídos equipamentos, capital de giro, reforma das instalações, taxa de franquia e despesas pré-operacionais. Hoje a média de faturamento de uma unidade madura é de R$ 400 mil/mês. Esse patamar pode ser atingido após três ou quatro anos. Antunes afirma que o royaltie de franquia é regressivo e varia de acordo com o crescimento da loja, de 8% para 3%. Hoje, as lojas maduras pagam cerca de 5%. A expectativa é que sejam abertas, ainda este ano, duas unidades em São Paulo.
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