IP coloca Inpacel à venda e Stora Enso analisará negócio
Em meio ao anúncio de sua reestruturação global, a International Paper (IP) colocou à venda a fábrica da Inpacel, no Paraná. E pelo menos um potencial interessado já se dispôs a analisar a única fabricante do Hemisfério Sul de papel couchê de baixa gramatura (LWC). “Temos avaliado todas as possibilidades de investimentos no Brasil”, disse Otavio Pontes, vice-presidente da divisão da América Latina da Stora Enso, empresa sueco-finlandesa, que já produz celulose no país na Veracel, em sociedade com a Aracruz. Além da Inpacel, a IP estuda vender os 50 mil hectares de florestas de pinus adjacentes à unidade industrial, além da serraria e a IAF Inpacel Agroflorestal, empresa de toras de madeira. Esses ativos empregam mais de 700 funcionários. Estima-se que o faturamento anual da Inpacel esteja ao redor de R$ 500 milhões, produzindo 205 mil toneladas de papel couchê por ano. Em 2004, a Stora Enso tentou comprar a Ripasa, mas perdeu a disputa para a Suzano Papel e Celulose e a Votorantim Celulose e Papel (VCP) que se juntaram para impedir a venda para um estrangeiro. A própria IP chegou a analisar os números da Ripasa. Desta vez, a Suzano já descartou a hipótese de analisar a compra da empresa e a VCP não se manisfestou sobre o assunto. A intenção da IP, dona da marca Chamex, é focar seus negócios em embalagens e papéis não-revestidos no mundo. Prova disso é o desejo de levar adiante o projeto de investir mais de US$ 1 bilhão em uma nova fábrica de papel para imprimir e escrever no Mato Grosso do Sul.
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