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Nada é o que parece

27 de julho de 2005
2 min de leitura
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Caçada macabra (José Olympio, 336 pp., R$ 51, trad. Roberto Miggiati) de Robert Ferrigno, é um romance policial que chega perto dos maiores clássicos do gênero. Como todo grande noir, o livro de Ferrigno é capaz de dosar um clima sombrio com um humor seco e irônico. Os personagens são inesquecíveis: os tipos durões não são tão durões quanto aparentam, assim como os espertinhos e as mocinhas inocentes. Na diversificada fauna de Hollywood, povoada por astros decadentes e egos embriagados, todos os papéis podem ser trocados enquanto se brinca de caça e caçador. Caçada macabra conta a história de um fato brutal que, sete anos atrás, chocou a indústria cinematográfica: Garret Walsh, famoso diretor de cinema, foi preso após ser condenado pelo assassinato de uma atriz adolescente. Recém-liberado, Walsh vai ao encontro do audacioso e encrenqueiro Jimmy Gage – repórter da revista Slap. O cineasta tem certeza de que Gage é o único que pode ajudá-lo a divulgar o seu novo script – apelidado por ele mesmo como o “roteiro mais perigoso de Hollywood”. Citando nomes e fatos relacionados ao crime que o levou à cadeia, o roteiro de Walsh tenta provar sua inocência através de uma história intrincada e aparentemente inverossímil. Mas, quando Garret Walsh aparece morto, Jimmy Gage começa a suspeitar de que aquela trama pode ser muito mais real do que parece. Sabendo da existência do “roteiro mais perigoso de Hollywood”, o repórter tentará descobrir a verdade.

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