Fotos retratam a realidade de um lixão carioca
Cada pessoa produz, por dia, uma média de 800 gramas de lixo. Para onde vai toda essa quantidade de lixo? E mais importante, o que acontece nesse local? Quem vive e trabalha ali? Como é o processo utilizado no tratamento desse lixo? Pois este é o tema de Jardim Gramacho (Argumento, 132 pp., R$ 70), o novo ensaio fotográfico de Marcos Prado. Situado no município de Duque de Caxias, beirando as águas da baía de Guanabara, o lixão Jardim Gramacho ocupa uma área superior a 1.000 metros quadrados e recebe, há mais de 25 anos, 85% do lixo urbano produzido na cidade do Rio de Janeiro. Durante dez anos Marcos Prado conviveu de perto com a comunidade dos catadores, cuja sobrevivência depende do que conseguem no lixo. Às 84 fotos que compõe o livro somam-se depoimentos de trabalhadores e artigos de cientistas, biólogos e outros profissionais especializados.
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