Publicidade
Voltar CLIPPING

Vire a página para o próximo ato!

23 de julho de 2005
2 min de leitura

Publicidade
Publicidade

Quase todas as crianças já quiseram transpor os muros do palácio onde vivia Julieta para brincar de Romeu, recitar versos e afrontar familiares. A tragédia de Shakespeare é um caso isolado. Diferente da popularidade da história de amor em Verona, as peças teatrais raramente são recomendadas às crianças. A densidade das tragédias gregas e os complexos significados de seus símbolos fazem com que os textos sejam relegados a uma vivência literária mais madura. A não ser que sejam transmutados em atrativas adaptações. Com linguagem acessível e temas variados, a Coleção Teatro em Prosa (FTD) reúne em seis volumes iniciais clássicos da tragédia grega, do realismo e do romantismo. São diferentes períodos que ajudam a mapear momentos significativos da história do teatro. Os livros têm identidades próprias, ilustrações e design que remetem imediatamente à época e à cultura em questão. A variedade da coleção é evidenciada quando se chega ao volume O inspetor geral, de Nicolai Gógol, representante da literatura russa do século 19. Considerado o pai do realismo e predecessor de escritores como Tolstoi e Dostoievski, Gogol transcreve em tom de comédia facetas pouco ortodoxas da sociedade russa. O império czarista é desnudado a partir da chegada de um inspetor geral que assusta uma sociedade pautada num jogo de hipocrisia. Do teatro brasileiro, há O noviço, de Martins Pena, escritor romântico que eternizou em peças a atmosfera de um Brasil colonial.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade