Setor encolhe, mas capital estrangeiro está de olho
O brasileiro lê, em média, 1,8 livro por ano e o mercado editorial, em número de exemplares vendidos, encolheu nos últimos anos. Mesmo assim, as expectativas em relação ao futuro estão longe de ser negativas. O capital estrangeiro está investindo no setor – comprando editoras brasileiras e fazendo parcerias – e as previsões para este ano são de crescimento nos negócios. Nos últimos dias, novos rumores de possíveis negócios voltaram a circular. A Record estaria em conversas com o grupo alemão Bertelsmann. Sérgio Machado, presidente da Record, disse ontem ao Valor não estar informado sobre esse “namoro” do grupo alemão pela maior editora do Brasil. Tanto o Bertelsmann quanto a Random House, maior editora americana que pertence ao grupo alemão, têm citados como possíveis compradores da Record. Ele brinca e diz esperar que um dia esse namoro aconteça de verdade. “Quem não gosta de ser paquerado?”, diz. Paulo Rocco, presidente da editora Rocco, informou ontem, por meio de sua assessoria, que, ao contrário do que vem sendo noticiado, não há interesse algum da espanhola Planeta na Rocco. A reportagem do Valor entrou em contato com a Planeta, mas a empresa preferiu não se pronunciar.
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