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Livrarias quase boicotaram obra de García Márquez por causa do título

19 de julho de 2005
2 min de leitura

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Ao lançar há poucos dias o novo romance do colombiano Gabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura de 1982, a diretora editorial da Record, Luciana Villas-Boas, não imaginava que fosse ter algum tipo de problema na hora de mandar os exemplares para as livrarias. Mas Memória de minhas putas tristes (Record, 132 pp., R$ 24,90) tradução fiel do original Memoria de mis putas tristes, lançado no ano passado na Colômbia e outros países de língua espanhola, enfrentou resistência e reclamações de algumas cadeias de livrarias e de uma rede varejista, todas fora do Rio (a maioria com sede em São Paulo e no Paraná), que tiveram dúvidas sobre se venderiam ou não o livro, e como o exibiriam em suas lojas. “É um puritanismo absurdo”, diz Luciana, que prefere não citar nomes, enquanto lembra também que o problema foi superado e que o livro está sendo vendido normalmente nas livrarias que apresentaram resistência.
A editora Objetiva também teve alguns problemas com o livro Amestrando orgasmos, de Ruy Castro, lançado em março de 2004. Segundo a casa, o gerente de compras de uma das maiores redes de livrarias do país já havia encomendado displays do livro, com 30 exemplares cada, para distribuir pelas lojas quando veio uma ordem da diretoria vetando a divulgação por causa do título.

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