Sons e letras muito além do braile
Desde pequeno, Ricardo Sigolo, de 56 anos, mostrava muita aptidão musical. Deficiente visual, há 18 anos ele trabalha no Centro Cultural São Paulo, no Paraíso. “Fui eu quem criou o setor de gravação de obras literárias. Além delas, faço também a locução de periódicos, manuais e revistas antigas, como Realidade, Manchete e Pasquim”, afirma. Com Sigolo trabalha a escritora Luzia Salvador, de 52 anos. Luzia repassa para o braile os livros do Centro Cultural São Paulo. “Trabalho com um corpo de voluntários, que ditam os livros para mim. Atuo também na revisão dos livros já transcritos”, conta. “É algo bastante demorado, pois as obras ficam muito maiores do que o original.” A Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo conta com a maior coleção do gênero no País, com aproximadamente 6.500 títulos, sendo 500 deles de literatura infantil. Em 2004, o local recebeu mais de 4 mil visitantes. A biblioteca empresta, sem ônus, exemplares para leitores de todo País, por meio do cecograma, uma tarifa grátis dos Correios, e funciona de terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas; sábados, das 10 às 17 horas O Centro Cultural São Paulo fica na Rua Vergueiro, 1.000. Mais informações pelo telefone 11-3277-3611 ou no site www.centrocultural.sp.gov.br.
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