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Livros na contramão da cartilha econômica

10 de julho de 2005
2 min de leitura
050711terno

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Depois de ver suas vendas encolherem, ano após ano, desde 1998, o mercado editorial brasileiro recebeu há seis meses uma desoneração fiscal que reduziu de 3,65% a 9,25% sua carga de impostos. E, nas últimas semanas, o setor ensaiou um processo de fusões e aquisições, que, segundo especialistas, poderá dar mais fôlego às editoras. Mas, por enquanto, os consumidores ainda não têm o que comemorar. Este ano, os preços dos livros já subiram 2,95%. No caso dos didáticos, a alta chega a 5,79%, para uma inflação, no mesmo período, de 3,16%. As editoras argumentam que uma redução nos preços só virá a longo prazo. O governo também aposta nisso. Segundo o coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura, Galeno Amorim, já se esperava que, num primeiro momento, as empresas usassem a folga de caixa para recompor margens e ampliar investimentos, pois o setor passava por uma crise. Pesquisa encomendada pelo BNDES aos economistas Fábio Sá Earp e George Kornis [na foto, portando ternos] constatou que, entre 1998 e 2003, as vendas das editoras ao mercado (ou seja, sem contar as compras do governo) recuaram de R$ 3,39 bilhões para R$ 1,91 bilhão. Segundo estimativas do Ministério da Cultura, os incentivos fiscais vão injetar R$ 160 milhões por ano no setor. Galeno Amorim acredita que isso permitirá uma queda de 10% nos preços dos livros e, desde dezembro, o governo está monitorando 200 mil títulos.

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