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A reinvenção da Argentina de Saer

10 de julho de 2005
1 min de leitura

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Os pampas, no livro A Ocasião (Companhia das Letras, 192 pp., R$ 35), do escritor argentino Juan José Saer (1937-2005), morto no mês passado, são quase um lugar inexistente, uma espécie de deserto bíblico que se imagina como território poético da mente. A imensa planície corre o risco de ser apenas uma projeção do ocultista Bianco, paranormal que entorta garfos (como Yuri Geller) e se vê obrigado a deixar Paris após ser moralmente linchado por uma conspiração de positivistas, no século 19. A Ocasião (Prêmio Nadal de 1987) é, portanto, uma boa introdução ao universo de Saer, que não ganhou tantos prêmios como merecia nem se tornou famoso como Borges, embora seu nome ocupe o mesmo panteão para meia dúzia de leitores que tiveram o privilégio de topar com um de seus livros.

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