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Ficção salva a realidade em Bagdá

07 de maio de 2005
1 min de leitura

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Oito de abril de 2003. Tropas americanas invadem Bagdá. Milhares de pessoas são mortas. Prédios, mesquitas, bibliotecas são destruídos. E, com eles, a memória de uma das civilizações mais antigas do mundo. Para tentar salvar a história desse povo, a Sociedade Internacional de Resgate à Fantasia (Sirf) entra em ação. Membros da comunidade, espalhados pelo mundo, trocam e-mails e planejam operações. Bem que a Sirf poderia ser real. Mas, por enquanto, ainda está presa à imaginação da jornalista e escritora Luciana Savaget, em seu livro Operação resgate em Bagdá: a batalha do invisível (Nova Fronteira, 80 pp., R$ 19), a ser lançado na Bienal do Livro do Rio. Enquanto os homens mais poderosos do mundo discutem os rumos da economia e da política em Bagdá, a situação cultural do país continua literalmente em ruínas. Foi esse descaso que aguçou a autora a escrever seu mais recente livro.

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