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Histórias para serem mal contadas

06 de maio de 2005
2 min de leitura
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Depois de ter sido responsável por duas obras de grande repercussão cultural, Intérpretes do Brasil (2000) e a correspondência trocada entre Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade (2002), Silviano Santiago retornou à condição de escritor, publicando pela Rocco o audacioso e aclamado romance O falso mentiroso (2004). Nos últimos meses publicou uma antologia de ensaios sob o título de O cosmopolitismo do pobre (2004) e agora a Rocco entrega às livrarias a sua mais nova coleção de contos, Histórias mal contadas (200 pp., R$ 26). Os contos que Silviano chama de histórias mal contadas são os cinco primeiros do livro e tratam, em particular, das experiências concretas, divertidas e sofridas que um jovem universitário brasileiro teve no seu primeiro contato com as sociedades francesa e norte-americana nos anos 1960. Naquela década, a vida em Paris era uma loucura e os estados do sul dos Estados Unidos ofereciam um campo de batalha onde se digladiavam brancos, afro-americanos e chicanos, onde reinavam o preconceito e a intolerância. É daí que surge e se espalha por todo o mundo a premência de uma revolução política e comportamental, que levará de roldão por algum tempo os países do Ocidente. Os sete contos restantes são histórias apropriadas, em que Silviano – através de um estilo de camaleão – homenageia com honestidade inédita algumas mentes brilhantes do passado, ao mesmo tempo que traça panoramas riquíssimos e inventivos da nossa cultura.

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