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Até cúpula do governo ridiculariza cartilha do politicamente correto

05 de maio de 2005
1 min de leitura

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros que formam o núcleo do governo foram pegos de surpresa pela cartilha Politicamente Correto & Direitos Humanos, editada no ano passado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que provocou intensa polêmica nos últimos dias. Depois de ver a publicação e verificar que ela considerava pejorativos termos como “comunista”, “bêbado”, “peão”, “branquelo”, “sapatão”, “funcionário público” e “barbeiro”, os integrantes da cúpula do governo acharam que a publicação é uma “bobagem, uma perda de tempo e um irradiador de confusão sem motivo algum”, narra um dos integrantes desse núcleo. Num encontro entre ministros, a cartilha foi ridicularizada. E há até a informação de que Lula não entendeu por que o termo “peão”, tão utilizado por ele, está lá. A cartilha foi feita mediante um convênio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos à Fundação Universitária de Brasília (Fubra), que terceirizou a pesquisa de expressões tidas como “politicamente incorretas” ao jornalista Antonio Carlos Queiroz.

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