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Médico revela lado poético

03 de maio de 2005
1 min de leitura
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Em um momento cético como o que vivemos, Anima Mundi (Ateliê Editorial, 192 pp., R$ 50), de Ricardo Pires de Souza, chama a atenção pela capacidade de transcender e de ter esperança no sujeito que aí está. Com a frase “Eu sou o Peregrino”, o autor, abre a primeira parte do livro (as frases ocultas), na qual prevalece a intuição e a busca do sujeito por sua identidade. Na segunda parte (as vozes expressas), prevalece o diálogo com o mundo exterior ao sujeito e as relações interculturais e intertextuais, onde se encontra uma seqüência de caminhos que passa por filosofias, literaturas, religiões, mitologias e misticismos, a fim de produzir uma voz, um sentido e uma poética. Então, escritores (Clarice Lispector e Bertold Brecht) e lugares (São Brandão, São Paulo ou São Petersburgo) transformam-se nos interlocutores ideais desta voz bem postada para viagem até a origem. Ricardo Pires de Souza, 42 anos, é médico e já publicou vários trabalhos científicos. Ao longo dos anos, escreveu alguns conjuntos de poemas, mas este é o primeiro a ser considerado digno de publicação na opinião do autor.

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