Com Zu por testemunha
Ué, o livro não é uma autobiografia de Zuenir Ventura? Então por que a página está cheia de fotos dessa gente toda? Porque em Minhas histórias dos outros (Planeta, 272 pp., R$ 37,50), que chega às livrarias hoje, o jornalista passa a carreira a limpo saindo do centro do palco para dar voz àquele que é o motor da profissão: o outro. Autor de Cidade partida, 1968: o ano que não terminou e O mal secreto, ele passou pelas maiores redações de jornais e revistas do país e define o livro como “uma alter biografia”. “Não queria escrever uma autobiografia tradicional, e sim contar histórias, que é o que sei fazer”, diz Zuenir, apenas Zu para muitos dos jornalistas, artistas e anônimos de quem se tornou amigo nesses anos de trabalho. “No jornalismo, estamos sempre contando a história do outro e para o outro. O jornalista é o catalisador entre o entrevistado e o leitor. Não tem que ser juiz, promotor. Somos testemunhas. Nossa humilde tarefa é olhar e contar.”
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