Do Rio Grande do Norte para o Brasil
Guerra, música, misticismo, transgenia, Nietzsche, violência e substâncias psicotrópicas se misturam em uma narrativa rápida e surpreendente, que dão forma a Pequenas catástrofes (Rocco, 200 pp. R$ 28), de Pablo Capistrano. Romance de estréia deste professor potiguar de filosofia, o livro pode ser considerado um best-seller regional. Lançado inicialmente por uma pequena editora de Natal, Pequenas catástrofes teve a tiragem inicial de três mil exemplares esgotada em uma única livraria da capital do Rio Grande do Norte. Depois de conquistar o público, o autor conseguiu ainda a chancela da crítica com o primeiro lugar no concurso Câmara Cascudo, maior prêmio literário do estado. A editora Rocco lança agora o livro pelo Safra XXI, selo com programação visual diferenciada e proposta ousada de lançar jovens e talentosos autores. Ariel, o narrador de Pequenas catástrofes, leva uma vida normal até reencontrar Max Demian, seu melhor amigo dos tempos de colégio. Alemão, Demian é um fotojornalista especializado em guerras. Talvez por isso ele defenda que os conceitos de bem e mal disseminados pela humanidade são risíveis. Ele acredita no ideal do homem puro, de uma raça nova e superior, discutido de formas diferentes por Hesíodo, Platão, Hitler e, agora, talvez possibilitado pela engenharia genética. Demian não sabe exatamente como surgirá essa nova raça, mas acredita que o facilitador para seu surgimento será o tetrapharmakon, uma droga híbrida capaz de provocar alteração genética e reconfigurar o DNA. A missão de Demian é introduzir a droga no Brasil. Por isso ele retorna ao país e retoma o contato com Ariel, que ele pretende usar como traficante.
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