Publicidade
Voltar ATUALIDADES

A questão agrária no Nordeste

27 de abril de 2005
2 min de leitura
050427_terra_nordeste

Publicidade
Publicidade

A primeira edição de A Terra e o Homem no Nordeste – contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste, de Manuel Correia de Andrade, foi lançada em 1963, ocasião em que o Brasil vivia momentos de crise e a população, por meio de grupos mais politizados de operários, camponeses, estudantes e facções da classe média, clamava para que o Governo João Goulart realizasse as então chamadas “reformas de base”, dentre elas a reforma agrária. O autor escreveu um livro que retratava a realidade nordestina, a forma como ela se encaixava no todo brasileiro e como se deveria, a partir do conhecimento desta realidade, procurar os caminhos para a solução do problema agrário. Seriam soluções que atendessem aos desafios da sociedade nacional e não propostas baseadas em modelos elaborados em outros países e divorciados de nossa realidade. Da mesma forma que a primeira, esta 7ª edição da obra (Cortez, 334 pp., R$ 46), ampliada com novos capítulos e voltada para a atualização dos textos, sai em um momento difícil. Como se vê no texto, a questão agrária não foi resolvida e o País se defronta com uma acirrada luta no campo, com os grandes proprietários procurando manter e até ampliar os seus latifúndios, e os movimentos populares e sindicais rurais lutando pela desapropriação de terras improdutivas (exigência legal) e pela contenção dos latifundiários e madeireiros que atuam tanto nas velhas áreas ocupadas durante o período colonial, como naquelas ainda hoje em ocupação. A leitura desta 7ª edição, com a soma de mais três capítulos, mostra como toda a legislação promulgada nos últimos cinqüenta anos ou procura amortecer a luta pela terra ou não é aplicada. Daí a tensão hoje vivida e a pressão que o governo sofre.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade