Pacto contra o SILÊNCIO
“Para Que Serve a Literatura?” A pergunta introduz uma resenha sobre o poeta e crítico Paul Valéry (1875-1945) e tem como resposta: “Para nada”. “O Fetiche do Autor” é uma crônica sobre um ator alemão que persegue obsessivamente os rastros de Franz Kafka (1883-1924). “Diante da Própria Dor” discorre sobre uma exposição do fotógrafo chinês Li Zhengsheng em Paris. Os títulos dizem muito do autor e fazem parte de O Mundo Fora dos Eixos (Publifolha, 240 pp., R$ 34), o nono livro de Bernardo Carvalho, que está chegando às livrarias. A obra faz uma síntese do seu trabalho como escritor, jornalista e colunista em diferentes gêneros narrativos, reunindo crônicas, resenhas e ficções publicadas desde 1995 na Folha. O conjunto reafirma os recursos ficcionais do romancista premiado, do jornalista e do dramaturgo – último gênero no qual se aventurou. “Quando escrevo as colunas, estou fazendo uma crítica dos meu livros também. Nesse sentido vira um retrato de mim”, diz Carvalho. “As colunas tratam de coisas das quais eu gosto muito. É como delimitar território. Posso dar pistas do que acho que sou e, por tabela, acabo explicando minha literatura”, afirmou.
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