As lições que ficaram do Divino Mestre
Nessa, os craques nacionais das pretinhas bobearam. Precisou um inglês arregaçar as mangas para fazer justa homenagem a um dos maiores mitos do futebol brasileiro. Em Domingos da Guia: o Divino Mestre (Gryphus, 280 pp., R$ 43), Aidan Hamilton consegue como poucos captar a aura que cerca aquele que é considerado o Pelé da zaga. Como Domingos já se foi e hoje há poucas testemunhas que o viram jogar para assinar embaixo, o escritor recorreu a gravações e artigos de jornais e revistas do ídolo e dos que presenciaram a elegância nos gramados. Deu certo. Nas 280 páginas, o leitor, jovem ou não, tem a exata dimensão do que representou o jogador não só nos campos, e a eterna lição que deixou. O livro chega num momento em que o racismo ressurge com força nas arquibancadas, principalmente da Europa. E mostra que Domingos, acompanhado de outros ídolos como Leônidas da Silva e Fausto dos Santos, foi dos primeiros a sentir na pele o preconceito.
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