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Radicci em dose tripla

20 de abril de 2005
1 min de leitura
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O personagem Radicci foi criado em 1983, em Caxias do Sul, pelo cartunista Carlos Henrique Iotti. Trate-se de uma divertida caricatura do colono italiano que aportou ao sul do Brasil no final do século XIX. Verdadeiro anti-herói, faz um contraponto ao mito do italiano trabalhador, perseverante e culto: é um beberrão, vadio, grosso, machista e com péssimos hábitos de higiene. No entanto, Iotti, seu criador, consegue com Radicci um humor de costumes tão hilariante quanto refinado que faz dele um dos personagens mais queridos e carismáticos da Imprensa do sul do país. Genoveva é o nome de sua mulher (de Radicci, não do Iotti), uma verdadeira Mamma centralizadora e o obstáculo entre Radicci e o garrafão de vinho. Desta simbiose não muito harmônica surgiu o filho Guilhermino, que vive em conflito com o pai por diversos motivos. Para completar, há o Nono, patriarca e elo de ligação entre o passado e o presente. O ancião combateu na Segunda Guerra Mundial como piloto de caça – só não lembra para que lado… A editora gaúcha L&PM possui em seu catálogo uma coleção de três livros com aventuras de Radicci, intitulada Caixote Radicci (L&PM, R$ 24). Cada livro tem entre 118 e 128 pp.

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