Literatura infantil (1)
Várias coisas estão me conduzindo ao tema da literatura infantil. Primeiro os celebrados centenários de Andersen e Verne. Depois o fato de ter chegado a mim o livro da espanhola Germma Lluch – Cómo analizamos relatos infantiles y juveniles (Ed. Norma) – uma bela tese na qual disseca não só as produções clássicas do gênero, mas estabelece correlações com a indústria cinematográfica de Disney a George Lucas. Em terceiro lugar, ter ganho da escritora e mestra Elza de Moura, que foi discípula de Helena Antipoff, uma apostila mimeografada com um histórico texto datado de 1943, escrito por Lourenço Filho – pedagogo que, com Anísio Teixeira e outros, deu novo rumo à educação no país nos anos 30 e 40 do século passado. O estudo se intitula: “Como aperfeiçoar a literatura infantil” e além da parte histórica e teórica apresenta uma série de sugestões práticas. Ah, sim, poderia agregar um quarto motivo para estar matutando sobre esse tema: ter relido o artigo “Literatura infantil”, de Lúcia Miguel Pereira, republicado agora nos dois preciosos volumes da Editora Graphia, edição que recupera a obra de uma das maiores críticas e ensaístas do país.
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