A menina de circo e poema
Uma história infantil, mas que não é pra crianças. Ou sim. Mas é diferente. Uma família de artistas de circo que foge da ditadura de Ceausescu, na Romênia, e invade a Europa ocidental para tentar a vida, uma outra vida. O desequilíbrio de uma realidade sem truques. Um trabalho com movimento de pêndulo: a história, a imaginação. Um jogo de simultaneidades. Autobiografia sim, mas sem memorialismo. Um malabarismo de perspectivas. E o que pode ser absurdo numa vida absurda? Qual o limite de andar na corda bamba? Qual o limite da própria identidade? Como isso da vida em exílio?
Essas frases, refeitas, todas elas, são da excelente tradutora de Aglaja Veteranyi para o português, Fabiana Macchi, na apresentação do livro de Aglaja, o único, escrito em alemão em 1999 e que agora foi publicado no Brasil: Por que a criança cozinha na polenta (DBA, 200 pp., R$ 32), da coleção Risco: Ruído. Aglaja era romena, filha de artistas de circo, criada num circo, naquelas imperfeições de entre a lona, as cordas, os andaimes, o chão. Nasceu em Bucareste. E depois do circo, formou-se em teatro, foi professora de artes dramáticas, já morando na Suíça. Este seu livro já recebeu traduções para algumas línguas.
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