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Uma família portuguesa, com certeza

15 de abril de 2005
1 min de leitura
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Ganhar a vida no Brasil sem deixar de ser um homem de bem, honrado, íntegro, ético e de palavra, era tudo o que o imigrante José Almada desejava na vida ao deixar Portugal ainda no século XIX. Ele é o patriarca da família luso-brasileira que Ana Maria Machado retrata em Palavra de honra (Nova Fronteira, 192 pp., R$ 24), seu oitavo romance voltado para o público adulto. Ana Maria acompanha as glórias e as derrotas de cinco gerações dos Almada, que, apesar dos altos e baixos da vida, sempre nortearam suas ações pelos princípios éticos do patriarca português. À custa de muito trabalho e um pouco de sorte, José vem para o Brasil na esperança de um futuro melhor e faz fortuna em Petrópolis, numa época em que o município era a cidade imperial, acolhendo a corte de Dom Pedro II quando o verão fazia a vida no Rio de Janeiro insuportável para os nervos e perigosa para a saúde. Nem a chegada da República faz com que Almada perca prestígio ou dinheiro. As gerações se sucedem até chegar à Letícia, psicóloga e escritora em gestação, que costura relatos esparsos para reconstruir a história dos Almada.

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