Calil: Pagar dívidas é questão de honra
Há dois dias nomeado secretário municipal de Cultura, o cineasta Carlos Augusto Calil parece particularmente incomodado ao enumerar as diversas dificuldades que terá pela frente no comando da secretaria, deixada de maneira um tanto traumática pelo artista plástico e curador Emanoel Araújo, no domingo. Mas com fala firme e bem-humorada se apressa em ressaltar que neste momento quer passar uma sensação de tranqüilidade à população. Em entrevista exclusiva ao Estado, a primeira no cargo, o novo secretário fala um pouco dos bastidores do convite feito pelo prefeito José Serra para que assumisse a secretaria, do polêmico pedido de demissão de Araújo, das suas primeiras impressões sobre a complexa estrutura cultural da cidade e sobre como pretende usar sua experiência de gerenciamento em meio às diversidades – na direção da Embrafilme, em pleno período militar (1979-1986), e recentemente no Centro Cultural São Paulo – para desatar os nós que o aguardam.
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