A juventude de um líder pacifista
O jovem Martin Luther King (Nova Alexandria, 176 pp., R$ 26), de Christy Whitman, é um livro que vem preencher uma lacuna na bibliografia nacional, uma vez que, curiosamente, não havia disponível no Brasil nenhuma obra sobre a trajetória do grande líder civil norte-americano. Integrado à coleção Jovens sem Fronteiras – sucesso entre o público adolescente a que se destina e que já conta com títulos como O jovem Noel Rosa, O jovem Che Guevara e O jovem John Lennon – o livro, como os demais da coleção, apresenta de maneira romanceada os anos de formação de um personagem destacado da história recente. Utilizando-se dos recursos da ficção literária, Christy Whitman envolve o leitor no panorama da história americana das primeiras décadas do século XX – quando imperava nos Estados Unidos a segregação e o poder de grupos racistas, como o Ku Klux Klan -, abordando, igualmente, o ápice da luta pelos direitos civis, ocorrido já nas décadas de 1950 e 1960. O livro se inicia com o assassinato de Luther King em Memphis, no estado sulista do Tennessee, em 1968, para, em seguida, narrar os anos de infância e adolescência do futuro pastor, a influência que seu pai (também um pastor protestante) exerceu sobre ele, suas atitudes diante de atos concretos de racismo, suas reflexões sobre formas de luta pacífica.
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