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Indignação de Glauber volta em livro

20 de dezembro de 2004
1 min de leitura

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Quando finalizava aquele que seria seu último filme, A Idade da Terra, em 1980, Glauber Rocha mergulhou na edição do livro Revolução do Cinema Novo, reescrevendo frases, cortando páginas inteiras e atrasando a edição da obra testamento do movimento que encabeçou. Trata-se da reunião de artigos e antigas entrevistas cuidadosamente ordenados pelo cineasta, assim como reflexões e notas biográficas escritas naquele mesmo ano de 1980. “É o balanço de 20 anos de trajetória no cinema”, comenta o professor e estudioso de cinema Ismail Xavier, autor da introdução e responsável pela coordenação da nova edição de Revolução do Cinema Novo (Cosac & Naify, 520 pp., R$ 69). É curioso comparar a obra que volta agora às livrarias com o Revisão Crítica do Cinema Brasileiro, que Glauber escreveu quando iniciava a carreira (antes, por exemplo, de Deus e Diabo na Terra do Sol). “Trata-se da convocação do cinema novo”, observa Xavier. “Ele faz um balanço histórico profundamente marcado pelo projeto cinematográfico que se iniciava. Já no Revolução, ele apresenta um balanço de um movimento que justamente naquela época, 1981, apontava para outra direção.”

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