O mago tira filmes da cartola
Cercado por crianças e adolescentes marroquinos em busca de autógrafos, o escritor brasileiro Paulo Coelho é a imagem inegável de uma celebridade sem fronteiras. “Me toca muito saber que, aonde quer que eu vá, os meus livros estão lá e que eu posso compartilhar alguma coisa de mim mesmo com culturas tão diversas como aqui, um país de origem árabe”, comenta o escritor carioca, que integrou o júri do 4º Festival Internacional de Cinema de Marrakech, encerrado na segunda-feira. A temporada do autor de O diário de um mago no Marrocos teve um caráter profissional e, ao mesmo tempo, sentimental. Aqui, entre as paisagens que inspiraram grande parte de um de seus livros mais bem-sucedidos, o best-seller O alquimista (1988), que vai virar filme com selo da Warner Brothers, Coelho reafirmou sua intenção de se aproximar definitivamente do cinema. Entre uma projeção e outra, o escritor manteve encontros profissionais com o ator Laurence Fishburne, que abarcou o projeto da Warner para O alquimista, e finalmente assinou o contrato da venda dos direitos de adaptação de Onze minutos para Gianni Nunnari, da Hollywood Gang Productions.
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