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Um Rio do outro mundo

17 de dezembro de 2004
1 min de leitura

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Um vento difícil, uma corrente marinha intransponível… e não havia jeito: os navegantes ingleses que seguiam para a Austrália, cheios de disposição para colonizar um Novo Mundo, precisavam dar uma desviada no caminho e fazer uma paradinha estratégica no Rio antes de seguir viagem. O pit stop podia durar cinco dias ou até meses, dependendo do estado de saúde da tripulação. Enquanto esperavam, os botânicos, cartógrafos e cientistas que faziam parte de cada expedição tinham tempo de sobra para deixar cair o queixo com a beleza carioca. E gastar algumas páginas de seus diários de bordo com aquarelas e desenhos do Pão de Açúcar. As imagens seguiam para a Oceania e hoje formam um tesouro, que permaneceria inédito não fosse a pesquisa de Pedro da Cunha e Menezes. Ele autografa hoje, a partir das 19h, no Espaço Cultural da Marinha, o livro de arte O Rio de Janeiro na rota dos Mares do Sul, obra que dá um passo definitivo na ampliação da iconografia carioca dos séculos XVIII e XIX.

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