Os tesouros de um catador de papel
Sem medo de ser feliz, Pedro Corrêa do Lago solta a autodefinição logo no início da entrevista: “Eu sou totalmente freak , para entender um pouco o que é minha coleção, é preciso ter isso em mente”, diz o presidente da Biblioteca Nacional, que acaba de reunir parte de sua coleção de autógrafos e correspondências no livro Cinco séculos a papel e tinta (287 pp., R$ 190), lançado em Portugal e distribuído no Brasil pelas Edições Afrontamento. O livro também ganhou uma edição na Inglaterra – saiu pela prestigiosa Themes & Hudson e ganhou longa reportagem na revista do Sunday Times – e na França, onde a coleção foi elogiada pela Paris Match. Percorrer as páginas da versão portuguesa é conhecer um pouco as paixões de um orgulhoso catador de papel. Corrêa do Lago começou a coleção com 11 anos de idade. Compensava o fato de que não tinha muito dinheiro para investir com o fato de que sua família viajava muito, o que possibilitava visitas a sebos e livrarias da Europa. Também tirava partido do fato de ter sido um leitor compulsivo a vida inteira, acumulando informações sobre literatura, história e arte.
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