A chave do conflito cisplatino
Chegou às livrarias do Brasil um dos livros mais esperados, o segundo volume de A Fronteira (404 pp., R$ 49), de Tau Golin, editado pela L&PM, de Porto Alegre, completando a obra formidável desse historiador brasileiro que relata a abertura do episódio final da fixação dos estados nacionais do Cone Sul. No epicentro desse terremoto político que abalou o subcontinente em meados do século XIX está a República Oriental do Uruguai, cujas vicissitudes influenciaram e determinaram o destino das quatro nações-chave da Bacia do Prata, Argentina, Brasil, Paraguai e o próprio Uruguai. O primeiro volume trata do período colonial até 1850. O grande detonador dessa crise é a demarcação final da fronteira sul do Brasil, com o Uruguai, a partir de 1851, em meio a uma crise que atingiu seu ápice em 1864, envolvendo as quatro nações do hoje pacífico e promissor Mercosul. O livro conta o episódio final da consolidação das fronteiras do irredutível Uruguai, um pedaço de terra cobiçado e disputado sangrentamente por espanhóis e portugueses, depois por brasileiros e argentinos.
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