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Verde, Amarelo e Rosa

09 de dezembro de 2004
2 min de leitura
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O Brasil de Rosa (Unesp, 348 pp., R$ 45), de Luiz Roncari, é uma abordagem original, profunda e esclarecedora da obra de Guimarães Rosa, que transcende os elogios a um escritor que já assegurou seu lugar entre os grandes nomes da literatura mundial, assim como as análises que procuram explicar o difícil texto e contextualizá-lo. Pois aqui, o autor mineiro é desvendado não apenas em seu aspecto literário, mas também como um grande “intérprete do Brasil real”. Luiz Roncari nos mostra como, em Sagarana, Corpo de Baile e Grande Sertão: Veredas, Rosa faz um retrato realista da vida social e política do Brasil da República Velha. Escritos em um período em que os novos meios de comunicação de massa – o rádio e o cinema – realizam a afirmação de uma nova identidade nacional, estes livros de Rosa também refletem o “desenvolvimentismo getulista” e as transformações econômicas e institucionais que ocorrem de 1937 (ano da primeira versão de Sagarana) a 1954 (quando Rosa anuncia Corpo de baile e Grande Sertão). O estudo de Roncari parte do que ele chama de três camadas do texto de Rosa: a baseada na vivência e nas observações empíricas do autor; a fundada em leituras, na erudição literária e filosófica; e a que alegoriza a “história da vida político-institucional de nossa primeira experiência republicana”.

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