Livro revê a trajetória de Roberto Carlos
Depois de dissecar cerebralmente o cânone central da MPB dos festivais da Record para cá em seu primeiro livro (Tropicalismo – Decadência Bonita do Samba, 2000), o repórter e crítico da Folha Pedro Alexandre Sanches dedica-se a um território pouco visitado e muito menos compreendido. Burilando sobre canções e discografias como artefatos de uso pessoal de seus objetos de estudo, Sanches deixa de lado as verdadeiras bíblias de referências que eram os álbuns de Caetano, Chico, Paulinho, Jorge e Gil. Parte para abismo desconhecido, de traumas, superstições e caprichos, de um universo mais denso e vasto: Roberto Carlos. Como dois e dois são cinco (Boitempo, 398 pp., R$ 68) não apenas se deita sobre todos os discos do monarca da canção, como se apóia em sua corte direta, as obras completas de Erasmo Carlos e Wanderléa, para melhor compreender o legado do velho garoto de Cachoeiro de Itapemirim. É um relato triste e impiedoso, não por ser cerebral, justamente pelo contrário. O lançamento do livro é hoje, 7 de dezembro, no teatro da USP (rua Maria Antonia, 294, Vila Buarque, SP, tel. 11-3259-8342), às 19h.
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