Robert Crumb ilustra ode ao blueseiro desconhecido em HQs
“Eu adoro música. No entanto, não sou um grande músico. No máximo, arranho um banjo ou um violão. Para mim, a música é o maior dos prazeres, com o sexo.” Foi com essas duas coisas na cabeça – e ocasionalmente uma pastilha de LSD durante os anos 60 – que Robert Crumb criou uma das obras mais importantes do quadrinho americano. Música para ele, que fique claro, são “só” aquelas velhas canções caipiras da América negra registradas em discos de 78 rotações das décadas de 20 e 30. Toda a paixão do quadrinista pela cultura crua de seus ancestrais está registrada em Blues (Conrad, 108 pp., R$ 45), antologia de HQs, pôsteres e capas de discos que Crumb criou em homenagem a seus heróis, como Robert Johnson, Tommy Johnson e um quase desconhecido Charley Patton.
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