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Mário Palmério, um mito preservado em Memorial

05 de dezembro de 2004
1 min de leitura

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Produzir arte, escrever para a própria província, para a rua onde se vive, para os vizinhos – não há como fugir disso, o resto é a eternidade. Pessoas ligadas à cultura em Uberaba, no Triângulo, parecem ter isso muito claro. Estão lançando o Memorial Mário Palmério (1916-1996), autor dos romances Vila dos Confins e Chapadão do Bugre, além de guarânias compostas na época em que foi embaixador em Assunção. No currículo consta ainda a carreira política (foi deputado federal com três mandatos), atuou como educador, fundou universidade e se tornou personagem de si mesmo ao se aproximar do fim da vida. Foi para a Amazônia morar num barco de pesquisas. Fez a vida e o mito ao mesmo tempo. Portanto, nada mais justo que sua cidade cuide da manutenção de sua obra e memória.

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