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Um Beethoven ainda desconhecido

05 de dezembro de 2004
2 min de leitura
beethoven041206

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Os cálculos mais recentes registram cerca de mil livros – isso mesmo, mil – escritos sobre Ludwig van Beethoven (1770-1827) nos últimos 200 anos, o que dá a espantosa média de cinco por ano. Não deveria haver mais nenhuma novidade a se dizer ou esquadrinhar sobre a vida e a obra do mais cultuado, gravado e executado compositor da história da música. Na verdade, temos a ilusão de conhecer tudo sobre ele e sua produção. Mas, indicam os pesquisadores, ainda há muito a fazer. De um total de 8 mil páginas de rascunhos e esboços – Beethoven escrevia em cadernos toda idéia musical que lhe irrompia – , pouco mais de 10% foram minuciosamente analisadas. Praticamente nada dessa montanha de conhecimentos disponíveis sobre Beethoven está ao alcance do leitor brasileiro, que conta com pouquíssimas obras traduzidas em sua língua. Uma delas, hoje esgotada e excelente, é Beethoven – Um Compêndio, organizada por Barry Cooper e publicada pela Jorge Zahar em 1996. Agora, junta-se a ela um livro que merece a qualificação de formidável porta de entrada para Beethoven o homem, e Beethoven, o compositor: Beethoven – A Música e a Vida (682 pp. R$ 75), que a Editora Códex coloca nas livrarias. Sessentão, Lewis Lockwood é um dos mais brilhantes especialistas em Beethoven da atualidade, e o livro é a suma de toda uma vida dedicada ao estudo do autor da Nona Sinfonia. Este livro, escreve Lockwood no fascinante prefácio de 26 páginas construído sobre três cartas-chave do compositor, “tenta retratar Beethoven como homem e como artista, enfocando primordialmente sua música, mas dando atenção à sua vida”.

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