Jornalista revolve arquivos soviéticos
De início, Gulag era para ser mero acrônimo de Glavnoe Upravlenie Lagerei ou, em russo, Administração Central dos Campos. Era o moedor de carne, como o chamavam os milhões de prisioneiros que passaram pelas dezenas de complexos de campos de concentração espalhados por toda a extensão da União Soviética. A repressão ganhou força e loucura na era de Josef Stalin e Gulag passou a designar toda a rede de campos de concentração e, por fim, o próprio sistema repressivo em todas as suas etapas. Por essa máquina passaram pelo menos 28 milhões de pessoas desde os primórdios da Revolução Russa (1917) até os anos 80, nos cálculos da jornalista americana Anne Applebaum. Durante sete anos ela mergulhou nos arquivos acessíveis do regime soviético para fazer um balanço minucioso dessa tragédia, apresentada no livro Gulag, Uma História dos Campos de Prisioneiros Soviéticos (744 pp., R$ 84,90), recentemente lançado no Brasil pela editora Ediouro. A obra rendeu a Anne o Prêmio Pulitzer de 2004.
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