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Festas para editoras cariocas

04 de dezembro de 2004
2 min de leitura
agir

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Seja em uma convencional comemoração na Academia Brasileira de Letras (ABL) ou em uma badalada festa no Jockey Club da Gávea, o importante é que duas das mais tradicionais editoras cariocas comemoram nas próximas semanas muitas décadas de ativa produção cultural. São os 150 anos da Francisco Alves, que já chegou a deter 90% do mercado livreiro brasileiro, e os 60 anos da Arte Gráficas Indústrias Reunidas, a Agir. O jovem português Francisco Alves de Oliveira chegou ao Rio, em 1863, aos 15 anos. Como um simples caixeiro, conseguiu em pouco tempo juntar um conto e 120 mil réis. Quantia necessária para dar o primeiro passo em sua então embrionária existência de livreiro, como enfatiza o presidente da ABL, Ivan Junqueira, na edição comemorativa dos 150 anos da editora, a ser lançada dia 14, na Academia. Da pequena loja de livros usados a rede de livrarias, com filiais em vários estados e até no exterior, a Francisco Alves despontou definitivamente quando, com a compra do estoque da editora Laemmert, levou a primeira edição de Os sertões, de Euclides da Cunha. A Agir, fundada em 1944, por ninguém menos que Alceu Amoroso Lima, Candido de Paula Machado, Francisco de Paula Machado e Guilherme Guinle, teve uma trajetória um pouco diferente. A defesa da liberdade de expressão marcou o nascimento da editora, ainda nos últimos meses do Estado Novo, como relatado no livro comemorativo dos 60 anos da editora, que será distribuído na festa, fechada para convidados, no Jockey Club da Gávea, na terça-feira. Além de marcar época com as coleções Nossos Clássicos e Teatro Moderno, a Agir abriu as portas, em 1946, para uma iniciante que, com seu romance de estréia, já deu muito o que falar. Surgia Clarice Lispector com Perto do coração selvagem.

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