Novas estatísticas, velhos problemas
Se a queda do analfabetismo for nesse ritmo, nem em 20 anos será erradicado. No item relativo à educação, a pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, do IBGE, recém-divulgada, apresenta cenário preocupante quanto à alfabetização, que avançou de 82,8% em 1992 para 88,2% em 2002. Isso significa que cerca de 12% dos brasileiros jovens e adultos continuam analfabetos, e os números não incluem o chamado analfabetismo funcional, cujo índice torna o problema ainda mais grave.
Nota-se que entre 1992 e 2002 o avanço na erradicação do analfabetismo, apesar dos reconhecidos esforços governamentais no período, não atingiu inteiramente os resultados desejados pela sociedade brasileira. Na década focada, houve alguns marcos, como a transformação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) no maior do gênero no mundo, com a distribuição anual de 120 milhões de livros a alunos de baixa renda; sanção, em 1996, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), um avanço na reordenação do ensino; a criação do Enem, contando pontos para o vestibular, e do Provão, ambos visando à qualidade; um número recorde de matrículas na rede pública; a oficialização da educação infantil, ampliando o universo de crianças na escola.
Milton Mira de Assumpção Filho – Editor e membro da Academia Brasileira de Marketing.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


