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A serpente encantadora destila seu veneno

30 de novembro de 2004
2 min de leitura

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Ele continua destilando seu veneno na internet, no site Babado. Um de seus alvos preferenciais é Marília Gabriela, a quem só se refere como ‘mulher-traço’. Marília também está presente em Serpente Encantadora (Planeta, 336 pp., R$ 39,90), “mas naquela época eu não falava mal dela”, diz o autor, Telmo Martino. Ele autografa hoje no Baretto, do Hotel Fasano, os exemplares do seu livro, editado pela Planeta. São 332 páginas do mais puro veneno, compiladas dos textos que Martino publicou no Jornal da Tarde, quando era colunista, nos anos 1970 e 80. Naquela época, ninguém era ninguém em São Paulo se não saísse na coluna de Telmo Martino, escreve o jornalista Ruy Castro. O próprio Martino, nascido no Rio, conta como veio para a cidade. “Nem me lembro mais se me ofereci ou me convidaram, mas fui trabalhar no Correio da Manhã, que tinha uma redação enorme na Lapa. Foi lá que surgiu o Balaio, uma página onde todos os repórteres eram livres para publicar o que quisessem. O sucesso foi tão grande que a direção do jornal me colocou com o Daniel Más. Eu escrevia as notas que ele assinava. Quando o José Zaragoza contratou o Daniel Más a peso de ouro, o JT me trouxe para São Paulo para mostrar quem era o verdadeiro autor dos textos que eram creditados a ele.”

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