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O contista provocador

29 de novembro de 2004
1 min de leitura

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Sérgio Sant’anna é a estrela da vez. Com seu último livro, O vôo da madrugada (Companhia das Letras, 248 pp., R$ 36), ele arrematou os três principais prêmios literários do país. Com pouco mais de 3 mil exemplares vendidos desde que foi lançado, em 2003, o livro ganhou o Jabuti e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte de melhor obra de contos. Na semana passada, recebeu o segundo lugar no Prêmio Portugal Telecom, perdendo no desempate para o livro de poesia Macau, de Paulo Henriques Britto. Com O vôo da madrugada, o escritor carioca de 63 anos, que soma agora quatro Jabutis, não deixa dúvidas a respeito de sua posição entre os maiores contistas do país. Na sala do apartamento onde mora há 26 anos, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, Sérgio conversou durante mais de uma hora sobre as premiações. Apesar de estar feliz com o reconhecimento, é cauteloso: “É legal ganhar, mas não é o prêmio que faz o escritor”.

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