Não gosto de literatura com destinatário
Com mais de 40 obras publicadas e mais de 10 prêmios literários em seu currículo, entre eles o Selo de Ouro da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Jabuti e o da Associação Paulista dos Críticos de Arte, o mineiro Bartolomeu de Campos Queirós lançou no Salão do Livro para Crianças e Jovens, no MAM do Rio de Janeiro, mais um obra para os pequenos leitores: O olho de vidro do meu avô (Moderna, 48 pp., R$ 18). Longe de enxergar os livros infantis como mero entretenimento ou puro didatismo, Bartolomeu defende o compromisso da literatura com a beleza, que busca tocar o sujeito pela emoção e não pela inteligência. O autor também não hesita em afirmar que, apesar de a literatura não ter como função primeira a de ensinar, não há como esconder a história real, o que acontece no mundo, das crianças.
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