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Em livro, repórter revela segredos da guerra de Bush

14 de setembro de 2004
1 min de leitura

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Para Richard Perle, um dos homens do presidente George W. Bush, o repórter Seymour Hersh “é a coisa mais próxima de um terrorista dentro do jornalismo americano”. Perle, ex-chefe do Conselho de Política de Defesa, um poderoso organismo de consulta da Casa Branca, chegou tarde. A fúria contra o homem que denunciou o horror da tortura em Abu Ghraib foi desencadeada várias vezes ao longo dos 35 anos de carreira de Hersh. A primeira foi em 14 de novembro de 1969, quando jornais do mundo inteiro publicaram uma história perturbadora e chocante: soldados americanos em ação no Vietnã haviam matado 109 civis, mulheres e crianças principalmente, em uma pequena aldeia chamada My Lai. O jornalismo metódico dos muckrackers, os cavadores de sujeiras, só encontraria praticante do mesmo nível em Bob Woodward (com Carl Bernstein, um dos denunciantes do caso Watergate) vários anos depois. A mesma doutrina da investigação resultou nas reportagens que compõem o livro Cadeia de Comando, de Hersh (Ediouro, 398 pp., R$ 39), que tem lançamento simultâneo hoje nos EUA, Europa e América Latina.

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