Livros resgatam a ousadia do humor na imprensa brasileira
“Desse senhor Barão de Itararé, de seu riso claro e irresistível, nasceram os atuais humoristas brasileiros, os que desenham, os que escrevem, os que desenham e escrevem”, disse, certa vez, Jorge Amado, afirmação recuperada por Luís Pimentel em seu Entre sem Bater! (Ediouro, 109 pp., R$ 35), um descompromissado estudo sobre o humor na imprensa brasileira, desde a primeira caricatura publicada no País (em 1837, no Jornal do Commercio do Rio) até o recente Opasquim21. A obra chega às livrarias no mesmo momento em que a editora do Clube dos Quadrinhos recuperou o precioso trabalho de um dos mais influentes desenhistas de imprensa do Brasil – em Alceu Penna e as Garotas do Brasil (RVL, 144 pp., R$ 30), Gonçalo Júnior mostra a trajetória do mineiro que se tornou o primeiro e único brasileiro a publicar na revista americana Esquire, além de criar, para a Cruzeiro, desenhos de pin-ups que influenciaram a moda nos anos 40 e 50.
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