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Para mim o Afeganistão é uma fonte de inspiração

11 de setembro de 2004
1 min de leitura

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Café Daguerre, no 14 Arrondissement, bem na saída do metrô. Nesse bar despretensioso em Paris, ele ocupou a mesa redonda de sempre. Às vezes ele chega e se instala ali às 10h da manhã, e só sai 12 horas depois. É o seu lugar preferido de trabalho. Os garçons conhecem todos os seus hábitos. Até o carteiro às vezes vai procurá-lo no bar para entregar as cartas. Nesta quinta-feira de sol na capital francesa, o escritor afegão Atiq Rahimi, aclamado autor de Terra e cinzas (Estação Liberdade), tinha motivo para celebrar. Ali mesmo, naquela mesa redonda, horas antes da entrevista ao GLOBO, ele botou o ponto final em seu novo livro, L’image et l’imaginaire du retour (A imagem e o imaginário do retorno). Na próxima semana Rahimi chega ao Brasil – onde já esteve em 2002 – para participar de dois eventos no Rio. No dia 16 estará nas Rodas de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil, às 18h30m, lendo trechos de Terra e cinzas. E no dia 18 ele participa de uma mesa sobre poesia oriental na Primavera dos Livros. Clique no título da matéria e leia a entrevista com o escritor.

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