Ler é o melhor remédio
Uma experiência estimulante está em curso na periferia da Grande São Paulo. Toda semana, 1400 estudantes de dezoito colégios da rede pública estadual se encontram em pequenos grupos para ler e discutir clássicos da literatura e da filosofia. Eles participam do projeto Círculos de Leitura, criado há quatro anos pela psiquiatra e filósofa Catalina Pagés, do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. O objetivo é ampliar o universo cultural dos adolescentes, que descobrem clássicos como Odisséia, de Homero, Romeu e Julieta, de Shakespeare, e O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. “Muitos abrem um livro pela primeira vez, e a maioria não está acostumada a refletir sobre seu cotidiano a partir de uma história ou de uma poesia”, afirma Catalina, que em 1999 coordenou uma pesquisa sobre o alcance dos livros nessas escolas.
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