Novas páginas para a História
Uma vida e um destino excepcionais fizeram de Getúlio Vargas o personagem central de um romance que chega para preencher lacunas da história com fatos, descobertos ao longo dos últimos três anos por um romancista, e possibilidades romanescas, imaginadas por um historiador. Nos dois papéis, o jornalista gaúcho Juremir Machado da Silva é sempre o escritor em busca da narrativa, não sobre o Brasil, mas sobre um homem. No rastro da história do ex-presidente, deparou com um Getúlio mulherengo e, desde cedo, fixado na idéia do suicídio como um possível fim. Para escrever o romance Getúlio (Record, 430 pp.), durante a restituição histórica – 73 entrevistas, 150 livros lidos, além de jornais e documentos da época e dezenas de viagens -, Juremir Machado encontrou em Getúlio um personagem múltiplo e obstinado pelo “grande gesto”: uma mente romanesca, talvez megalomaníaca. Para evitar que se transformasse numa espécie de Fernando Collor de Mello de 50 anos atrás, a medida extrema combinava com sua concepção dramática do mundo, acredita o historiador.
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