Augusto de Campos
Acometido por um mal diagnosticado como nevralgia do trigêmeo, o poeta Augusto de Campos, 74 anos, por pouco não foi obrigado a confinar-se ao silêncio. Um estado que aprecia, e que, mesmo antes da doença, vem exercendo progressivamente à medida que mergulhou sua visualidade concreta no meio digital. Homenageado na próxima segunda-feira, no Rio, na abertura do seminário internacional Literatura, Técnica & Outras Artes / Intermídia e Cultura Contemporânea (organizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa, em associação com a Universidade da Califórnia / Berkeley), um dos fundadores do concretismo no Brasil faz um balanço, em entrevista, da evolução do movimento no Brasil e da maneira como foi tratado pelos críticos. Embora a voz de Augusto ao telefone esteja límpida como a de um bardo, ele prefere conversar por e-mail, via internet. Por sinal, um de seus meios naturais de expressão.
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