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A obra que salvou o filósofo David Hume

21 de agosto de 2004
1 min de leitura

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A obra mais completa do filósofo escocês David Hume, o Tratado da natureza humana (editado no Brasil em 2002, com a excelente tradução de Déborah Danowski), concentra suas teses mais importantes. Escrito quando era ainda um jovem, entre 23 e 27 anos de idade, e depois de uma violenta crise pessoal que chegou a comprometer sua saúde, o Tratado foi praticamente ignorado na época de sua publicação. Anonimamente, o próprio Hume publica em 1740, mais de um ano depois da publicação do Tratado, um “Sumário” do Tratado, com a esperança de atrair-lhe uma atenção mais favorável. De pouco adiantou. Mas tendo sido desde muito jovem “arrebatado pela paixão pela literatura”, e sendo “naturalmente dotado de um temperamento alegre e otimista”, como ele próprio se descreve em Minha própria vida, Hume rapidamente se recupera desse fracasso, e logo retoma, com “o maior ardor”, seus estudos. Quatro anos depois, ele publica a primeira parte dos Ensaios morais, políticos e literários (Topbooks, 852 pp., R$ 93).

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